sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cuidado com as armadilhas do politicamente correto. - Sobre o Estatuto da Família e a Lei de Ideologia de Gêneros.

Para começar, este estatuto da Família nem deveria ter sido criado, pois mais uma vez o estado intervém na família brasileira e na educação de nossos filhos. Em 1990 criaram o ECA, e ninguém se ateve nas entrelinhas do estatuto, hoje, 25 anos depois, sofremos na pele a nossa desatenção ou talvez, melhor dizendo, o fruto de nosso pensamento “politicamente correto”, onde hoje convivemos com “crianças” que matam, roubam, estupram e ficam impunes, e ainda tiram barato de sua cara com frases “fiz porque me da prazer”, graças a lei que ajudamos a criar. O ECA, o Estatuto do Desarmamento e este estatuto, foram os maiores erros de nossa nação.

A família sempre existiu em nossa sociedade, em todos os formatos, e estes formatos sempre coexistiram de forma relativamente harmoniosa, talvez não totalmente isenta de preconceitos, porém de forma geral satisfatória, ou seja, ninguém deixou de amar seus entes por causa de cor, credo, opção sexual, pois na maioria das vezes prevalece a lei social do “não se meta nos meus  assuntos e eu não me meto nos seus.”.

Eu particularmente acho que opção sexual não é condição para o casamento civil, sou totalmente a favor do casamento homoafetivo, é um direito, se nossa constituição diz que a lei é para todos, independente de cor, credo ou opção sexual, porque deveria ser diferente para um casal gay que quer se casar? O meu direito é o mesmo que o dele.
Mas ai vem o estado e cria o Estatuto da Família, onde o ponto divergente é a frase “... entre homem e mulher” Certo?
Errado.

O ponto divergente não é o segundo paragrafo da lei, e sim os outros parágrafos, ai esta o pulo do gato da esquerda, que ninguém percebeu, pois estão tão preocupados em ter opiniões socialmente aceitáveis, sendo neutros ou evitando discriminar ou ofender certas pessoas ou grupos sociais que não enxergam que independente da palavra usada no estatuto, o objetivo já se fez por acontecer. A ruptura, a divisão do que até então ainda não tinha se dividido. A desconstrução da sociedade mediante agenda da esquerda.

Vamos pensar da seguinte forma, digamos que a bancada dos conservadores perdesse este round, e a galerinha do Jean Willys, Maria do Rosário, Glauber Braga, Bacelar, Erika Kokay e Jô Moraes tivessem conseguido retirar a palavra “homem e mulher” e tivessem formatado o texto da seguinte forma:

Art. 2º Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre  homem e uma mulher, casais heterossexuais ou homossexuais por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.

Então vamos agora ao pulo do gato, portas abertas para a institucionalização da ideologia de gênero entre outras porcarias da esquerda.

Vejamos o que diz o estatuto da Família:

Art. 10 Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter em sua base nacional comum, como componente curricular obrigatório, a disciplina “Educação para família”, a ser especificada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, de acordo com as características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

Ora, se estamos falando de uma família que se constitui por homem/mulher, mulher/mulher, homem/homem, e que seus filhos provem de famílias héteros ou homossexuais, nada mais natural que incluir a ideologia de gênero nos ensinamentos de crianças a partir de quatro anos (ensino fundamental), uma vez que o estado tem total poder sobre a família, no que diz respeito à politicas publicas. E o Estado que é de ideologia esquerdista, apóia a desconstrução do gênero, pois faz parte de sua agenda. 
Veja o Art. 5º.

Art. 5º É obrigação do Estado, garantir a entidade familiar as condições mínimas para sua sobrevivência, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam a convivência saudável entre os seus membros e em condições de dignidade.

Além do mais estamos abrindo espaço dentro do convívio escolar, para atividades politicas de ativistas radicais, o Movimento LGBT no caso, seria um dos representantes da família.

Art. 11 É garantida a participação efetiva do representante dos interesses da família nos conselhos e instâncias deliberativas de gestão democrática das escolas.

Art. 14 Os conselhos da família são órgãos permanentes e autônomos, não jurisdicionais, encarregados de tratar das políticas públicas voltadas à família e da garantia do exercício dos direitos da entidade familiar, com os seguintes objetivos: I - auxiliar na elaboração de políticas públicas voltadas à família que promovam o amplo exercício dos direitos dos membros da entidade familiar estabelecidos nesta Lei; II - utilizar instrumentos de forma a buscar que o Estado garanta à família o exercício dos seus direitos;

Digamos que o  Projeto de Lei 5002/2013 – LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO, proposto pelos deputados Jean Wyllys e Erika Kokay, seja aprovado. O artigo abaixo, já deixa claro que o poder dos pais sobre o menor não existiria mais, basta seu filho de 16 anos, procurar uma entidade LGBT e dar entrada na Defensoria Publica para iniciar o processo de mudança de sexo pelo SUS. (PL 5002/2013 - Artigo 5º - Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. §1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança. Leia o Artigo 8º).

Voltando ao estatuto da Família: Se os pais não concordam com a vontade de seu filho menor de idade, o mesmo filho poderá recorrer ao MP, sua garantia de direitos baseados na lei 5002/2013- LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO. Os conselhos de Família composto por ativistas LGBT garantirá isso.

Art. 15 São atribuições dos conselhos da família: I - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da família garantidos na legislação; II - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência; III - expedir notificações; IV - solicitar informações das autoridades públicas; V - assessorar o Poder Executivo local na elaboração dos planos, programas, projetos, ações e proposta orçamentária das políticas públicas voltadas à família.

Tem mais brechas nesta lei, basta ler e imaginar a situação caso as palavras Homem e Mulher, segundo alguns, “infames e preconceituosas”, desse lugar a qualquer outra coisa.


Este estatuto não deveria existir, mas já que existe, não vou querer parecer politicamente correto, só para não ofender os gays, vou defender os direitos do ser humano, gay ou não, o direito de educar e propagar valores aos filhos, pertencem única e exclusivamente aos pais e nunca, jamais ao estado, ainda mais um estado corrupto e sem valores morais.